"Acontece que, agora eu não dou mais o meu melhor pra quem me dá pouco. Não corro atrás de que não dá um passo por mim."

alguma vez vc já parou e pensou que se vc não tivesse conhecido uma determinada pessoa, sua vida poderia ter sido completamente diferente?


1 year ago 0 notes · reblog

“Sei que agora, nesse exato segundo, eu estou ultrapassando as barreiras que foram impostas a nós. Sei também que não devia estar fazendo isso, mas estou. E é pela última vez, eu juro. Você não tem noção do quão difícil está sendo lhe escrever de novo. A cada ponto final de cada frase o meu corpo se estremece, minhas mãos suam, meu pescoço estrala e eu sequer cheguei na metade de tudo o que quero te dizer. Aliás, acho que o fim do que eu sempre quis falar nunca esteve, de fato, próximo assim. Mas hoje é diferente. Eu não vim te agradecer, porque já fiz isso em outros mil textos. Eu não vim te xingar ou expor os seus defeitos, porque isso eu também já fiz. Eu não vim, em hipótese alguma, me rebaixar como em tantas outras vezes. Hoje, agora, eu vim fazer o que demorei cerca de 1 mês pra ter coragem suficiente: colocar um fim em tudo isso. E o tudo inclui você, eu, nós dois, meu ursinho da Cacau Show e a música “marca evidente”. Eu queria que você soubesse que, querendo ou não, a sua presença na minha vida foi um divisor do meu próprio mundo. Seria em vão dizer o quanto você me fez bem, porque isso já virou clicê, tu tá cansado de saber, isso está em mim, no que eu sou. Ou melhor, em quem eu fui. Aquela garota que não sabia mais respirar, viver ou sorrir sozinha, hoje sabe - e como sabe! A verdade é que você me quebrou, cara. Do mesmo modo que me reconstituiu no início, no fim você me deixou trilhões de vezes pior. Eu pensei que com você eu era alguém melhor, mas era comigo que você se tornava alguém bom. E tudo o que eu senti, tudo o que eu te disse e principalmente tudo o que eu não te disse, tudo, tudinho, foi de verdade. Eu pensei que nunca conseguiria olhar pra outra pessoa com mais afeto do que eu olhava pra sua barba. Eu pensei que nunca mais o meu coração se estremeceria tanto dentro do peito por outro alguém, não que ele já esteja estremecido por outro alguém, mas acho que agora ele é capaz. Eu pensei que jamais deixaria de esperar por você, de querer você, de amar você. Mas eu estava enganada. Meu querido, você já foi meu. E admitir que não é mais, também não machuca mais. Será que algo dói em você, nem que seja um pouco? Não importa. Perguntas como “será que ele sente falta?” ou “será que ele volta?” deixaram de ter um valor significativo. O “será” não é mais uma hipótese que me causa medo. E isso é tão, mas tão bom de dizer. Talvez você conheça a sensação, afinal, ela o tocou primeiro. Mas o que importa é que ela, enfim, me tocou também: a sensação de liberdade. Olhe como eu respiro calma e tranquila agora. Olhe como os meus olhos permanecem sem lágrima alguma ao afirmar isso. Olhe como eu olho a vida colorida e risonha, mesmo sem você. O tempo passou, percebeu? Eu acabei de me dar conta disso. E o melhor: sem rastros tristes, sem traços de raiva, sem amargura alguma sobre ti. Eu pensava que jamais me libertaria das correntes que me prendiam ao nosso trem, mesmo que ele estivesse sempre vazio, tanto de passageiros quanto de sentimentos. Eu me enganei, de novo. E nunca pensei que estar enganada trouxesse uma paz de espírito assim. Se você tiver seguido o meu conselho, sobre não fazer aquelas tais coisas erradas, posso ter a certeza de que continuas uma pessoa de bom coração. O seu objetivo não era me causar mal algum, eu sei. Mas o fim não justifica os meios e, infelizmente, os meios podem ser dolorosos. Eu joguei toda a culpa pra cima de mim, depois pra cima de você, até que a joguei fora. Não existe culpa. O que existe, na verdade, são dois corações calouros em busca da felicidade, o meu e o seu no caso. E quem nunca quebrou a cara tentando ser feliz, não é mesmo? A gente não vai ter pena de morte por isso, por mais que tenhamos morrido inúmeras vezes nessa brincadeira estúpida de gostar, ou melhor gostar da sua parte, a minha foi amar. Alguém há de perdoar a nossa imprudência. A gente há de se perdoar, algum dia. Mas, hoje, eu queria que você tivesse a absoluta certeza que não existe mágoa alguma em mim. Eu sei que o seu maior medo era que eu te achasse um filho de puta, um cafajeste, como eu achei nos primeiros dias, e quando descobri que tu me traiu, mas por incrível que pareça, eu não acho. Não mais. O seu nome já foi o meu maior medo de ser lido, a sua voz já foi a minha maior vontade de ser escutada, o seu rosto sempre vai ser o meu maior anseio, pelo menos isso, acho que nunca vai mudar. No fundo, no fundo, eu nunca vou deixar de gostar de você. Mas com certeza vou aprender a amar outras pessoas. Ou melhor, acho que já aprendi. Perdi a conta de quantas vezes eu quis você de volta, nem que fosse pra dizer que estava tudo bem, que estava comigo, que me ouviria a madrugada inteira se fosse preciso. Perdi a conta de quantas vezes quis te ligar pra você ouvir, através dos meus soluços, o tamanho da minha dor, causada por você, tá lembrado? Perdi a conta de quantas vezes implorei pra sentir de novo um pouquinho da felicidade que era estar ao seu lado. Perdi a conta, perdi o rumo, perdi você e me perdi de mim. Pensei que viveria para sempre dentro de um pesadelo sem fim, mas, pela terceira vez, estava enganada. Mas uma coisa é certa: eu nunca fui tão transparente quanto fui com você. Nunca, em toda a minha vida, me expus tanto a um sentimento. Nunca fiquei tão pele e osso na frente de alguém, mesmo que metaforicamente falando, nunca me entreguei tão fácil pra alguém, em todos os sentidos possíveis. O que eu quero dizer é que eu fui quem eu jamais pensei que seria. Você transformou as minhas partes ruins em partes toleráveis, e as minhas partes boas em partes invejáveis. Obrigada por isso. Obrigada, de verdade. Não queria que isso se tornasse cansativo, monótono ou exagero demais, mas você, mais do que ninguém, sabe o quanto eu odeio ser previsível e o quanto eu consigo ser isso quando escrevo. Ainda mais se o destinatário tem o seu nome. Queria que você soubesse que eu não sinto mais aquela compulsiva vontade e necessidade de encher papéis com trechos de qualquer coisa que me vem na cabeça. Hoje em dia eu silencio as minhas ideias e guardo as dores pra mim, como sempre fiz antes de quebrar as barreiras e compartilhá-las com você. Não dói mais, acredita? Dormir sem o seu “boa noite, te amo.” não dói mais. Não ter o seu colo, o seu ombro ou as pontas dos seus dedos fazendo carinho em meus cabelos. Não dói ver as fotos, escutar as músicas ou sair de casa e conhecer gente mais interessante e divertida que você. Eu posso, enfim, dizer que estou curada. O tempo me curou de tudo aquilo que eu pensei ser incurável. E a vida tomou um novo rumo, eu estou seguindo outro caminho, a luz do sol nunca brilhou tão forte assim. É lindo admitir que o passado passou. Se você ler isso - e eu sei que você vai ler, um dia, mas vai - eu espero que nenhuma ponta de arrependimento te toque um pouco mais fundo. Mas espero, de todo o meu coração, que você encontre alguém tão bom ou até melhor do que eu fui ou tentei ser. Jamais duvide do quão maravilhoso você é, por favor, acho que já cansei de lhe dizer isso, né? Eu prometo também jamais esquecer que, apesar de toda essa minha estrutura meio enferrujada, no fundo eu também sou esse tal alguém maravilhoso que você enxergava em mim. Chegamos ao limite. Fim do segundo tempo, Jl. Vamos encerrar o placar de 0x0, pois tentar marcar qualquer ponto nesse jogo de alucinados é loucura - é tortura, pra ser mais específica. Não vou te pedir pra que não me telefone mais ou pra que pelo-amor-de-Deus-me-telefone. O triste é ver que todo aquele amor virou um mero “tanto faz”. E mais triste ainda é reconhecer que eu não tenho mais motivo algum pra fingir que sou forte o bastante e aguentar tudo sozinha. Eu desabo mesmo, choro mesmo, grito mesmo, bato o pé mesmo. A melhor parte de você ter saído da minha vida, é que eu tive espaço pra entrar nela. Por mais que não tenha mais sentido escrever sobre o que fomos, tampouco tentar escrever sobre outras pessoas procurando os seus traços no meio das palavras embaralhadas. Não foi perda de tempo te amar, te esperar, te querer. Mas confesso que seria perda de tempo viver pra sempre em uma bolha impregnada com o seu cheiro. Obrigada pela sua parte que me fez feliz, e obrigada ainda mais pela sua parte que me fez sofrer, ou melhor, crescer. Eu não queria que isso ficasse nostálgico, mas foi impossível. Peço perdão por isso, mas não me culpo por todo o resto. Não se culpe também. Foi bom e teve fim… Está tendo um fim. Se precisar ter a certeza de algo, eu te peço pra ter apenas de duas coisas: a primeira foi que eu te amei; a segunda é que essa é a última vez, em toda a minha vida, que eu escrevi sobre você.”

Maria Isabel


“Não te liguei mais, porque ouvir sua voz nunca mais será como ouvir a sua voz. Não te escrevo porque nada mais tem o tamanho do que eu quero dizer.”
~ Tati Bernardi. (via salt-waterroom)

“Eu quis chorar, dizer tudo que eu sentia e te abraçar bem forte até você prometer que jamais me deixaria. Juro que quis. Quis gritar com toda a força vil que meus pulmões possuem todas as coisas erradas que já fiz na minha vida. Pensei em escrever uma carta que te contasse todos meus defeitos, todas minhas falhas. Achei que você merecesse saber tudo aquilo que me torna humana. Alguém precisa te falar da vez que eu passei duas madrugadas chorando porque eu sentia a sua falta. Eu quis chorar, juro que quis. Mas você não me dá escolhas. Você, existindo, não me dá chance. Por isso, você precisa saber – precisa saber como cada fez que eu puxo o ar me machuca, como cada vento ameaça me derrubar, cada tempestade me faz tremer. E o som da sua voz me dá calafrios. Eu precisava te falar isso, urgentemente, porque ontem eu liguei para a sua casa e você não me atendeu. E eu planejava falar, mas você não estava lá. E eu queria ir te ver, mas já me cansei de todos os ‘mas’. Sei que você não entende metade das coisas que eu falo, mas grava isso: eu sinto a sua falta. E a bateria do relógio ainda funciona. E meu celular ainda é o mesmo. E eu sei que isso faz de mim a mais frágil da situação, mas tudo bem. Tudo certo, ouviu? Não tá fácil, mas tá certo. Falar tudo isso é certo. Mas, Deus, você precisa me ouvir… Eu quero você. Eu sinto a sua falta. Eu estou apaixonada por você. Mas você não me escuta.”
~ Ana F (salt-waterroom)

“Acorda, toma um café, penteia esse cabelo e saiba que você não precisa de mais ninguém para ser feliz. O mundo é seu.”
~ Caio Augusto Leite.   (via promisse)

salt-waterroom:

Eu decidi que não vou pedir para que você leia isso, nem para que se importe com o que vou dizer. Cansei de sempre ditar as regras e você descumpri-las, então, faça o que você tiver vontade de fazer. Quer me ligar? Você sabe meu número. Quer vir me ver? Minha porta sempre estará aberta, você sabe disso. Mesmo que a minha vontade seja de fechá-la e trancá-la a sete chaves, só para te impedir de entrar e sair quando bem tiveres vontade, sei que lá no fundo eu sou incapaz de te pôr pra fora da minha vida. Mas também decidi que não vou te forçar a me ter na sua, porque sei que te prender é o primeiro passo para te perder. Então, amor, te deixo livre pra partir… Só antes queria que você soubesse - veja só, não estou pedindo nada, nem mandando - da enorme falta que você me faz. É isso mesmo que você leu, acabo de admitir o impossível: sinto tua falta. Antes eu ainda me prestava a negar isso, mas se tornou tão óbvio que já não serve de nada. Parte de mim ainda tinha a esperança de que fosse apenas orgulho ferido, mas… Chegou a hora de falar a verdade para mim mesma. Eu me apaixonei por você, da forma mais estúpida e autodestrutiva que poderia tê-lo feito. Acho que você deve me entender, afinal, estava tão assustado quanto eu por perceber no que todas as nossas brigas estavam se transformando, por reparar nas palavras doces que começavam a surgir, na vontade que insistia em estar ali a todo segundo. Então, você teve que tomar providências rápidas, não é, meu amor? Você fugiu. Duas palavras tão simples nunca vão explicar o súbito vazio dentro de mim por ver-te indo embora. Foi tão inesperado, tão rápido. Uma hora estavas aqui, e no minuto seguinte tinhas ido. Me explica isso, por favor. Porque agora só sobrou eu e uma xícara de Nescau vazia, só sobrou eu ao lado do telefone, esperando por uma ligação que nunca vai vir. Aguardando por uma explicação que, talvez, eu nem mereça. Fui eu que entendi tudo errado, amor? Eu que precipitei e vi sinais onde a estrada era escura? Eu não entendo, me perdoa. Você se foi, aceito isso, mas não compreendo. Tava tudo tão certo, tão perfeito. Você não consegue suportar a ideia de que, pela primeira vez na vida, você estava fazendo algo direito, não é? Que merda, você não presta. E eu, ainda assim, sinto a tua falta. E estou escrevendo uma carta sem remetentes para que você se toque de que é para você e volte pra mim. Porque meu travesseiro ainda tem teu cheiro, e meus blusões não são quentes o suficiente. Porque eu não consigo dormir durante a noite, me alimentar direito e nem escrever. Lembra daquela tua única frase que me marcou para sempre? Às vezes o amor machuca, outras ele destrói. Tão sério, com teus olhos inflados de desejo, me sussurras isso baixinho. Então, meu anjo… Eu te amei. Você me destruiu. Ana F (salt-waterroom) (photosets)


E só eu sei o quanto doeu ver a melhor coisa do mundo indo embora. Doeu um, dois dias. No terceiro, a melhor coisa do mundo virou a melhorzinha. Que virou a décima melhor. Que virou nada.
~ Tati Bernardi  (via declinar)